Ela conheceu Takalo. Embora polonesa, Malwina esteve com Takalo pela primeira vez em Odessa. Estaria com ele novamente em Lviv, oitocentos quilômetros e mais de uma décadas depois. Também o acompanhou por Paudalho, Brasília, Paris, Sevilha, Lviv e Brasília de novo (tudo isso incógnita, por quê?). Ainda mais espantoso, Malwina esteve com Takalo por todos os anos não conhecidos da monodiáspora. Bem, não conhecidos até então.
O baú da Malwina caiu pesando toneladas sobre todos nós, fãs e admiradores (e detratores) de Takalo. Tanto quanto suas revelações. Ela mesma também é uma diarista prolífica, pelo que disse na entrevista que concedeu ao jornal Corifeu do Iguaçu. Disse que publicará seus próprios escritos da maneira como Takalo gostaria que fizesse: Malwina pretende transcrever tudo e disponibilizar todo o material gratuitamente na internet. Disse que o professor Arturo Miro Albuquerque, da Universidade Federativa Aymoré, um dos mais prestigiados estudiosos da obra takalina, estaria disposto a assessorá-la na tarefa da transcrição dos seus diários. Disse que o mesmo professor terá a custódia dos papéis de Takalo, também com a condição de que os publicasse online. Disse ter vindo ao Brasil para conhecer o filho de Takalo e que não pretende morrer antes de conseguir.
É muita coisa ao mesmo tempo. Takalo não teve filhos, que o mundo tenha sabido. Ele nunca quis seus diários publicados, tanto que os queimou antes de morrer. Por que ela diz que Takalo gostaria de vê-los publicados?
Agora há dois baús, dois diaristas, um conflito de versões e todo um universo takalino a ser descoberto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário